Entrevista com o Professor Roberto Carvalho
1. Como o senhor avalia a sua formação como músico?
Minha formação é quase que toda autodidata. Mesmo com os vários professores que tive, considero 60% da minha formação como autodidata. E não vejo vergonha nisso, afinal na nossa História, há vários grandes artistas autodidatas.
2. Como foi trabalhar com as principais orquestras do Brasil?
Foi uma conseqüência. Eu nunca fui exclusivamente músico, mesmo tendo trabalhado em rádio e TV. Fiquei muito contente em participar das orquestras. Tive sorte de ter companheiros muito bons. Eu trabalhava em outros lugares durante o dia e a noite trabalhava com a música. Queria ser exclusivo, mas a música era muito ingrata. Era preciso trabalhar e depois tocar.
3. Qual a sua postura como professor? Como é o relacionamento com os alunos?
Sou um orientador. O que o aluno aprende é mérito dele. Faço a minha parte, usando diversos métodos para que o aluno possa crescer. E tenho muita paciência. Sou bastante persistente também. A dificuldade do princípio é normal.
4. Qual seu maior orgulho como professor?
É gratificante quando o aluno aproveita todo o ensinamento. É o reconhecimento de todo o trabalho.
5. Qual a importância do sax, da flauta e do clarinete, no mundo musical?
Todos são importantes. O sax ainda não é aceito como instrumento de música erudita nas orquestras. Já o clarinete se dá muito bem com todos os outros instrumentos e é tradicional, assim como a flauta. Fazem parte da música clássica e popular. Os três instrumentos continuam importantes. O aprimoramento da tecnologia tem ajudado bastante o sax.
6.Qual o melhor método para aprender a tocar?
Existem vários métodos. Todos são bons mas, é preciso ter boa vontade. Alguns são mais leves e outros mais pesados. Todos os métodos oferecem ao aluno um nível bom. Para trabalhar as dificuldades do aluno é preciso ensinar leitura musical.
Para quem procura música popular, tenho um vasto arquivo com músicas, as mais variadas, passando por chorinho, MPB, pop internacional, e outras diversas vertentes.
7. Qual a dificuldade do aprendizado do sax, da flauta e do clarinete?
Os dois tem as suas dificuldades. A flauta, pela maneira de segurar, é mais difícil no começo. O clarinete é o mais difícil e o sax é o mais fácil de ensinar. Não adianta ter o melhor instrumento. É importante que o aluno o conheça bem e pratique bastante.
8. Dicas para tocar sax/flauta.
Não existe segredo, é pegar o instrumento e estudar. O tempo de aprendizado, da duração do curso, depende de muitas coisas, principalmente, de prática. Quando se percebe que o aluno pode ir mais além, pode ser preciso forçá-lo um pouco. A memorização de cada aula também é bastante importante.
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